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Título: A participação da Marinha do Brasil na missão de paz da ONU no Líbano: implicações político - estratégicas.
Orientador(es): Canela, José Luiz Ferreira
Oliveira, José Cláudio da Costa
Autor(es): Kerr, Gilberto Santos
Palavras-chave: Logística
Logística e serviço de campo em geral
Operações de apoio - ciência militar
J13 - OPERAÇÕES HUMANITÁRIAS (DGPM-305)
Operações de Paz
Segurança internacional
Data do documento: 2015
Editor: Escola de Guerra Naval
Descrição: Em fevereiro de 2011 o Brasil assumiu o comando da Força Tarefa Marítima (FTM) na missão de paz interina no Líbano (UNIFIL), tornando-se o primeiro país não europeu a exercer essa liderança no Mar Mediterrâneo. Inicialmente, este estudo explora o aumento da participação em operações de paz, à luz da teoria das relações internacionais, com ênfase nos enfoques neoliberal e do realismo estrutural. O Brasil aparenta ter escolhido esse caminho para fortalecer seu prestígio dentro da ONU, e talvez amealhar apoio para sua antiga ambição de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (CSNU). Seus diplomatas são respeitados defensores do multilateralismo eda segurança global. Entretanto, sem o chamado poder duro (hard power), seriam essas credenciais suficientes? A Marinha do Brasil(MB) permanece há cinco anos no comando da componente marítima (mais do que qualquer outro país), operando conjuntamente a outros atores relevantes e contribuindo para elevar a segurança marítima regional. Em seguida, examinamos o impacto dos fatores econômicos, tais como os recursos de gás natural, em meio ao tumulto na região. Toda essa transformação está sendo produzida por mudança de regimes no Oriente Médio, o papel hegemônico dos Estados Unidos da América (EUA) em relação a sua segurança energética e o crescimento do Estado Islâmico (EI), pressionando a Síria, Turquia e até mesmo Israel. Embora se perceba uma crescente interdependência das política e estratégia de defesa com os objetivos das relações exteriores, a falta de uma agenda trans governamental poderá requerer uma revisão dos aspectos conflitantes entre ambos. Esta monografia analisa as implicações politico - estratégicas da participação da MB na UNIFIL, fazendo um balanço dos atuais documentos da área de defesa e relações exteriores. Baseado nessa análise, o estudo sugere que o Brasil necessita de uma abordagem de nação-líder em relação à UNIFIL, com foco no aumento da percepção de país imparcial. Por fim, carece de uma estratégia de relações exteriores que crie sinergia entre a política de defesa e os objetivos estatais do Brasil. Concluindo, a busca revisionista para expansão do CSNU é vista como sem relação com os esforços do país em operações de paz.
Abstract: In February 2011 Brazil took over command of the Maritime Task Force(MTF)in United Nation Interim Force in Lebanon(UNIFIL), hence becoming the first non European country to assume that leadership role in the MediterraneanSea. At first, this paper explores their increasing participation in Peacekeeping Operations in light of the theory of International Relations, emphasizingstructural realism and the neoliberal approach. Brazil appears to havechosen this path in order to build up prestige within the UN,and perhaps raise support for long-desired ambition regarding a permanent seat at the UN Security Council. Their diplomats are respected global security and multilateralism advocates. But, without hard power, are these credentials enough? Brazilian Navyhas kept an unprecedented record of five years in charge of the maritime component of the mission, while operating jointly with other relevant actors and enhancing regional maritime security. Thus, we examinethe impact ofeconomic factors, such as natural gas resources, in the midst of such regional turmoil. All of this transformation isdriven by a simultaneous intensification of regime change in the Middle East, the United States of America(USA) hegemonic rolewith regards to its energetic security, and the rise of Islamic State’s steam towards Syria, Turkey and even Israel. Albeit a growing interconnectedness is found in betweenNational Defense Policy and Strategy andforeign relations objectives, the absence of a transgovernmentalagenda may require an upgrading of the conflicting dimensionamongthese policies. This study analysis the political and strategic implications of BN participation in UNIFIL and takes stock of the existing policies and instruments in the defense and foreign relations domain. Based on this analysis, the study suggests that Brazil requires a Lead-Nation approach towards UNIFIL, focusing on increasing the perception of honest broker. Furthermore, it lacks a comprehensive foreign relationsstrategy that creates synergies between the NDP and Brazil’s State objectives. On conclusion, the revisionist urge for an UNSC enlargement is considered to be unaffected by Brazilian effort towards peacekeeping operations.
URI: http://www.redebim.dphdm.mar.mil.br/vinculos/00000a/00000a2b.pdf
http://repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/30048
Aparece nas coleções:Defesa Nacional: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso
Fuzileiros Navais: Coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso

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