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Título: Os programas de saúde e o sistema de saúde da Marinha (SSM): cirurgia segura na MB.
Orientador(es): Pariz, Wilson Alves
Autor(es): Serra, César Aurélio
Palavras-chave: Higiene
Higiene em geral
Sobrevivência (depois de acidentes aéreos, naufrágios, etc)
Q6 - MEDICINA (DGPM-305)
Cirurgia Segurança
Pacientes Segurança
Data do documento: 2016
Editor: Escola de Guerra Naval
Descrição: Cirurgia segura é parte integrante de um tema complexo e desafiador, conhecido pela denominação “assistência segura” ou “segurança do paciente”. Esse assunto, por sua vez, atrai diversos segmentos de interessados, entre profissionais diretamente envolvidos na atividade assistencial de saúde; gestores hospitalares e de saúde pública; e os pacientes, que dela dependem, algumas vezes como recurso único, para sobrevivência ou alcance de melhor qualidade de vida. O argumento ganhou maior destaque no início deste século, a partir de um relatório intitulado “Errar é Humano”, elaborado por um importante grupo de pesquisadores de saúde nos Estados Unidos da América, que revelou, com base em revisões retrospectivas de prontuários, que um alarmante número de pacientes submetidos a cuidados de saúde naquele país havia sofrido danos, chamados de “eventos adversos”, provocados não pela doença que motivara sua internação hospitalar, mas pela assistência de saúde prestada. Uma elevada taxa de mortalidade foi associada à ocorrência dessas falhas relacionadas à prestação de cuidados de saúde. Outro grave prejuízo associado aos eventos adversos demonstrados decorreu dos custos por eles gerados, seja pela dilatação do tempo de internação hospitalar, pelo tratamento de doenças e incapacidades resultantes, ou pelas questões litigiosas originadas. A Organização Mundial de Saúde (OMS), entendendo a gravidade do assunto, iniciou uma campanha voltada ao desenvolvimento de estratégias sistematizadas para identificação e prevenção de falhas nos processos de prestação de atenção à saúde e mitigação dos danos provocados ao paciente. No Brasil, o Ministério da Saúde estabeleceu o marco regulatório sobre segurança do paciente no ano de 2013, por meio da Portaria no529, de 1ode abril, complementada no mesmo ano pela Resolução no36, da ANVISA. A Marinha do Brasil (MB) cumpre o preconizado por ambas. O Sistema de Saúde da Marinha (SSM) oferece assistência a mais de 340.000 usuários. A cada ano, mais de 10.000 cirurgias são realizadas nas dependências de suas Organizações Militares Hospitalares (OMH), o que configura um potencial elevado para a ocorrência de eventos adversos, considerando-seque o erro é inerente a todos os processos que envolvam o fator humano. Com uma centenária e sólida cultura de segurança operacional e prevenção de acidentes aeronáuticos, a Aviação Naval da Marinha pode ser considerada um campo vasto de oportunidades para o aperfeiçoamento das medidas de elevação no grau de segurança dos procedimentos cirúrgicos realizados no âmbito da MB. Por meio do aproveitamento de seus conceitos, podem-se reduzir e mitigar danos decorrentes de eventos adversos relacionados às cirurgias, e contribuir, desse modo, para o aprimoramento do SSM.
Abstract: Safe surgery integrates a complex and challenging theme known as “safe health care” or “patient safety”. Onits turn, the theme arouses interest to those directly concerned with health assistance activities, hospital and public health management, as well as those patients relying on that procedure, which might account for their survival or better qualityof life. The argument was enhanced at the turn of the twenty-first century, with a report entitled “To Err Is Human”, released by an important health research team in the USA. Based on retrospective reviews of patients’ records, it asserted that an alarming number of patients undergoing health care had been harmed by the so-called “adverse events”, resulting from the health assistance received, and not from the disease motivating their stay in hospital. High death rates were associated to those health care-related failures. An additional serious loss associated to adverse events stemmed from the costs they generated, whether by extended hospital stay, or by both treatment and resulting incapacities, or even by incoming litigious issues. In face of the serious concern with the theme, the World Health Organization (WHO) started a campaign enhancing the development of systematic strategies to identify and prevent failures along processes of health attention and mitigation of harms to the patient. In Brazil, the Health Ministry set up the regulating mark on patient safety in 2013 by means of Ministerial Ordinance no.529 of April the 1st, complemented by Resolution no.36, by the National Agency of Sanitary Surveillance (ANVISA). The Brazilian Navy (BN) attends to the provisions in both. The Navy Health System(NHS) provides assistance to over 340,000 users. Over 10,000 surgeries are performedwithin the premises of Hospital Military Organizations (HMO), a high potential figure to adverse events in view of the fact the errors are inherent to all processes involving human factors. With a sound centennial culture in operational safety and accident prevention, the Brazilian Naval Aviation can be regarded as a broad realm of opportunities to improve safety rates in surgeries within the BN. By means of lending away its conceptual framework, it may ensure reduction and mitigation of harms resulting from adverseevents in surgeries, and may therefore help the improvement of the NHS.
URI: http://www.redebim.dphdm.mar.mil.br:8080/pergamumweb/vinculos/000016/000016d9.pdf
http://repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/30059
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